UMA HISTÓRIA FEITA DE CARISMA, POLÊMICA, COTROVERSIA E IMPREVISIVEL
Às vezes carismático, polêmico, controvertido, imprevisível: Hugo Chávez, de 52 anos, presidente da Venezuela desde 1999, seduz ou irrita, mas não deixa indiferente, nem no país, ao qual deu o nome de República Bolivariana, nem além das fronteiras, onde não hesita em causar controvérsia quando na sua opinião, a situação assim merece.
Desde a sua juventude, Chávez sempre foi um apreciador de atividades esportivas, em particular do baseball. Aos dezessete anos, Chávez ingressou na Academia Militar da Venezuela, graduando-se, em 1975, em Ciências e Artes Militares, ramo de Engenharia. Prosseguiu na carreira militar, atingido o posto de tenente-coronel
Na sua trajetória política no dia 4 de Fevereiro de 1992, o então tenente-coronel Hugo Chávez, comandando cerca de 300 efetivos, protagonizou um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez, da Acción Democrática (1974-1979 e 1989-1993).
Os partidários de Chávez justificam essa ruptura constitucional como uma reação à crise econômica venezuelana, marcada por inflação e desemprego decorrentes de medidas econômicas adotadas por Pérez, logo após a sua posse face as grave situação econômica que o país estava passando. A Venezuela era um dos poucos países da américa latina que nunca tivera sofrido um golpe de estado.
Embora fracassada, a tentativa de golpe em 1992 serviu para catapultar Hugo Chávez ao cenário nacional, depois de amargar dois anos de cadeia. Após o fim do mandato de Carlos Andrés Pérez, graças a uma amnistia do novo presidente, Rafael Caldera Rodríguez, Chávez abandona a vida militar e passa a se dedicar à política. O agravamento da crise social e o crescente descrédito nas instituições políticas tradicionais o favorecem.
Em 1997, fundou o Movimiento V República (MVR) e, nas eleições presidenciais de 6 de Dezembro de 1998, apoiado por uma coligação de esquerda e centro-esquerda - o Polo Patriótico - organizada em torno do MVR, Chávez foi eleito com 56% dos votos.
Assumiu a presidência da Venezuela em 1999, para um mandato inicialmente previsto de cinco anos, pondo fim a quatro décadas de domínio dos chamados partidos tradicionais - Acción Democrática (AD) e Comité de Organización Política Electoral Independiente (COPEI)
Ao tomar posse, em 2 de fevereiro de 1999, decretou a realização de um referendo sobre a convocação de uma nova Assembléia Constituinte.[7] Em 25 de abril de 1999, atendendo ao plebiscito, 70% dos venezuelanos manifestam-se favoráveis[7] à instalação da Constituinte.
Nas eleições para a Constituinte, realizadas em Julho de 1999, os apoiadores de Chávez - a coligação Pólo Patriótico - conquistam 120 dos 131 lugares. A nova constituição foi redigida e, após submetida a plebiscito, é aprovada por 71,21% dos eleitores.
Do ponto de vista da estrutura de poder político, a Constituição da Quinta República (mais tarde denominada República Bolivariana de Venezuela) outorgou maiores poderes ao presidente, ampliando as prerrogativas do executivo em detrimento dos demais poderes. O parlamento torna-se unicameral, com a extinção do Senado.[7] A nova Constituição também aumentou o espaço de intervenção do Estado. Por outro lado, houve avanços no tocante ao reconhecimento de direitos culturais e lingüísticos das comunidades indígenas.
Em razão da nova ordem constitucional, foram realizadas novas eleições presidenciais e legislativas em 30 de Julho de 2000, nas quais Chávez foi reeleito presidente da República, com 59,7% dos votos[7] e o Polo Patriótico conquistou a maioria dos lugares na Assembleia Nacional.
Reconduzido ao poder em 2007, sem oposição no Congresso (a oposição boicotou as últimas eleições legislativas), Chávez ganha em janeiro de 2007 poderes amplos para governar por 18 meses atráves de decretos-lei em 11 áreas do país, através da Lei Habilitante.
Em 2 de dezembro de 2007 a reforma à constituição da Venezuela, proposta por Chávez, foi submetida ao veredicto do Povo da Venezuela, num plebiscito, que foi acompanhado por observadores de 39 países. O Povo teve a opção de aprová-la, votando "Si", ou de rejeitá-la, votando "No".
Após uma agitada campanha, em que cada lado defendeu democraticamente seus pontos de vista, o Povo venezuelano, soberanamente, rejeitou todas as propostas de emendas à constituição da Venezuela, por pouco mais de 50% dos votos, o que confirmou as previsões das últimas pesquisas de opinião feitas por órgãos independentes. O comparecimento às urnas foi de 55,1% e a abstenção de 44,9%.

Terceira parte da série que traz grandes astros no elenco. Se os dois primeiros capítulos se equiparam quanto à qualidade, o mesmo não se pode dizer de Treze Homens e um Novo Segredo. Na trama, (George Clooney) está de volta (até mesmo o rival vivido por Andy Garcia), dessa vez para executar um plano mirabolante para fazer justiça ao amigo Reuben (Elliott Gould), enganado por um magnata propietário de um cassino em Las Vegas (Al Pacino). Se nos demais a história sofria diversas reviravoltas durante seu curso, o mesmo não ocorre aqui, uma vez que o roteiro é bastante linear e não proporciona grandes surpresas no espectador.
Também é decepcionante a participação feminina na trama, reduzida à participação da pouco impressiva Ellen Barkin (que por sinal mal aparece). Apesar disso, Al Pacino tem seu melhor papel em anos e brilha todas as vezes em que aparece, mostrando boa parte do potencial que fez sua fama. Ao decidir homenagear o original Onze Homens e um Segredo (inclusive a Frank Sinatra), Soderbergh pode não ter feito um trabalho brilhante nesse terceiro capítulo mas é inegável sua capacidade técnica e poder frente a nomes consagrados em Hollywood.
Direção: Steven Soderbergh. Com: George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Al Pacino, Ellen Barkin, Andy Garcia, Don Cheadle, David Paymer, Vincent Cassel.



|
|||
|
|
|||
|
|||